domingo, 3 de julho de 2011



Minha amiga de infância sempre me fala: "Tu tem que anunciar tudo que tu vai fazer e tudo que está sentindo, Fernanda?!" Mas eu tenho essa necessidade vital de falar. Não consigo guardar nada, NADA. Não sei ser dissimulada, se eu não gostar de ti tu vai, com certeza, saber. Eu só me assusto quando ela diz:" tu falou isso?? Não acredito!" Aí caímos na risada!
Não sei disfarçar o que tô sentindo.Não vou fingir um equilíbrio que eu não quero ter. Eu preciso falar...preciso. A vida passa tão depressa, não podemos desperdiçar pessoas e sentimentos.
Mas pago um preço alto demais por essa sinceridade em demasia. não queria ser tão transparente, não queria ter essa falta de pudor pra despejar meu verbo. Essa minha liberdade de ser, como disse Clarice Lispector, ofende! "Ela é tão livre que um dia será presa!"

  Mas a sensação que tenho é que em cada palavra que escrevo tem um pedaço de mim. É como se eu curasse aquela dor através das palavras. É como se eu me sentisse confortada ao saber que alguém vai ler e vai me entender. E vai me entender amorosamente, e não vai me julgar. 

Sempre digo: as palavras são meu INFERNO e minha PAZ. Elas me libertam, mas ao mesmo tempo me prendem.


Discurso de POSSE!




O que mais leio:" Tu escreve tudo que eu gostaria de escrever e não tenho coragem!"

Bueno, tento encarar isso como um elogio.


Eu faço força pra acreditar que não existem pessoas tão frias e sem coração.

Mas a vida me desmente mais e mais....

Clarice Lispector escreveu uma das coisas mais certas que já li: "E o que o ser humano mais aspira é tornar-se ser humano."

E o que eu mais quero é que Deus me proteja de gente assim, demasiadamente desumana.

" O que sobra...o que fica."


Quero tomar uma taça de vinho no fim do dia e deitar do seu lado na rede, olhando a lua e ouvindo você me contar histórias do passado. Quero escutar você falar do futuro e sonhar com minha imagem nele, mesmo sabendo que eu provavelmente não estarei lá. Quero que você ignore a improbabilidade da nossa jornada e fale da casa que teremos no campo. Quero que você a descreva em detalhes, que fale do jardim que construiremos, e dos cachorros que compraremos. E que faça tudo isso enquanto passa a mão nas minhas costas e me beija o rosto. Quero que você nunca perca de vista a música da sua existência, e que me prometa ter entendido que a felicidade não é um destino, mas a viagem. E que, por isso, teremos sido felizes pelos vários domingos na cama e pelos sonhos que compartilhamos enquanto olhávamos a lua. Que você acredite que não me deve nada simplesmente porque os amores mais puros não entendem dívida, nem mágoa, nem arrependimento. Então, que não se arrependa. Da gente. Do que fomos. De tudo o que vivemos. Que você me guarde na memória, mais do que nas fotos. Que termine com a sensação de ter me degustado por completo, mas como quem sai da mesa antes da sobremesa: com a impressão que poderia ter se fartado um pouco mais. E que, até o último dia da sua vida, você espalhe delicadamente a nossa história, para poucos ouvintes, como se ela tivesse sido a mais bela história de amor da sua vida. E que uma parte de você acredite que ela foi, de fato, a mais bela história de amor da sua vida. Que você nunca mais deixe de pensar em mim quando for a Londres, escutar Dream' Bout Me ou ler Nick Hornby. E, por fim, que você continue a dançar na sala. Para sempre. Mesmo quando eu não estiver mais olhando.


Milly Lacombe


p.s.: Não tem como ler isso e não chorar! Será que é essa TPM que me deixa chorona??!

sábado, 2 de julho de 2011

Ahora Ya Sé




Nada melhor que um sangue latino ( do Diego Torres, suspirosssssssssssssss) pra esquentar esse dia friooooo!



É preciso deixar ir, e este momento dá um nó na garganta, sabe? O coração fica pequeno, apertado. As saídas parecem se fechar bem na tua frente,  e tu fica ali no meio daquele inferno, sem nenhuma saída esperando que venha alguém que possa te salvar.


"loucura, algum álcool e muita solidão."


Caio F.

sexta-feira, 1 de julho de 2011



Se tem uma coisa que o povo do Direito odeia é número! E não fujo a regra. Odeio estátisticas, números, tão frios, tão "calculistas!"
E fico pensando que vidinha filha da puta desses que vivem, dependem, sobrevivem pelos números. Não confio em gente assim, pois são do tipinho que acham que tudo tem um preço. Vendem até a mãe se a proposta for boa.
Fico pasma vendo gente por aí divulgando até número de visualizações de Blog! Sabe plantão jornalístico? Atenção! Agora, aproximadamente, 3 visualizações do Blog.Cafonisse!
Uma coisa eu sei, no dia que meu Blog virar negócio eu me quedo desinteressada em prosseguir por aqui! E sei também que devemos trabalhar por e com paixão, que aí o sucesso é consequência, relaxa, ficar aí desesperada dá nisso!Acaba ficando ridículo!

Meu Deus, alguma coisa tem que se safar desse mundo onde tem gente devorando gente só pra se dar bem.




Sabe que de vez em quando eu tomo uns sustos de alegria?? Daqueles que o coração se enche de uma felicidade doida, o sorrisão não cabe no rosto, e dá aquela vontade maluca de sair dividindo com TODO O MUNDÃO!
E cá estou, quero dividir essas palavras lindas que ganhei de presente hoje: "Você nem imagina o quanto me fortalece. Obrigada pelo "e no meio da fuga". Foi no meio de uma, entre tantas, fugas que encontrei. :D Sinto lá um abrigo quentinho e amoroso. SEMPRE ! Nunca tive oportunidade pra te falar sobre minha admiração por você, do seu talento, poucas são as pessoas que conseguem tocar tanto nas outras. Parabéns... e mais uma vez, obrigada !"


Tenham certeza  que não teria graça nenhuma essa fuga sem vocês!
Aqui é o nosso lugar amoroso, quentinho, onde eu organizo meus pensamentos, onde eu curo minhas dores, divido meus amores...

E no meio da fuga eu encontrei tantas pessoas, tantas coisas lindas, meus dias ganharam mais cor, ganharam mais vida, ganharam mais um sentido, saber que posso acalmar o coraçãozinho de alguém através de palavras é muito gratificante. Pra mim as palavras são benditas,  curam muitas dores. E saber que tenho esse carinho todo fazendo algo que AMO, o que mais eu quero da vida?!

As palavras são meu inferno e minha paz!