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terça-feira, 7 de junho de 2011







Para entender nós temos dois caminhos:
o da sensibilidade que é o entendimento
do corpo;
e o da inteligência que é o entendimento
do espírito.
Eu escrevo com o corpo.
Poesia não é para compreender,
mas para incorporar.
Entender é parede; procure ser árvore


 
Manoel de Barros

domingo, 5 de junho de 2011

Então, deixa eu DESEXPLICAR...



"O sentido normal das palavras não faz bem ao poema.
Há que se dar um gosto incasto aos termos.
Haver com eles um relacionamento voluptuoso.
Talvez corrompê-los até a quimera.
Escurecer as relações entre os termos em vez de aclará-los.
Não existir mais rei nem regências.
Uma certa luxúria com a liberdade convém."


Manoel de Barros

segunda-feira, 9 de maio de 2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

"Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias"


A poesia está guardada nas palavras – é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias
(do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei.
Sou fraco para elogios.


Manoel de Barros


p.s.: Também sou fraca pra elogios!Vou logo me "perdendo!!"

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

domingo, 17 de outubro de 2010

sábado, 16 de outubro de 2010


“Passava os dias ali, quieto, no meio das coisas miúdas. E me encantei.”


Manoel de Barros