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segunda-feira, 25 de abril de 2011

 

"Amigo mesmo é aquele que nos ama sem mudar as nossas miudezas.
Tem a fé que remove as distâncias quando nos falta a destreza.
E sabe dividir as melhores estradas
sem desviar as nossas lágrimas
e descolorir nossas estrelas."


Priscila Rôde

sábado, 5 de março de 2011



E quando você resolver não ligar, o mais esperado vai acontecer. A distração coopera com os sonhos. Tudo tem o seu tempo.

Priscila Rôde

sexta-feira, 4 de março de 2011

Vem,

 
 
encosta a tua vida na minha e sente como tudo aqui dentro é mais feliz
quando tenho você por perto.
 

Priscila Rôde

sábado, 25 de dezembro de 2010

Eu apenas quero...

 Eu ainda queria amar você. Ver meu ar ir embora diante da tua presença, meu coração pular com seus beijos, com suas mãos dançando no meu corpo. Eu queria ainda precisar de você com essa sua razão admirável, com esse amor tão supremo, tão completo. Queria chorar com a sua ausência, com sua presença. Chorar por você, eu ainda queria. Me afogar nas lágrimas vermelhas que secaram com o tempo tão pouco lento mas, tão certeiro. Eu ainda queria te ter em meus braços, te ler poemas novos, cantar algumas músicas que aprendi nesse tempo em que nos mantemos longe. Queria lhe mostrar meu livro, tão pouco bem escrito mas que transborda bons momentos, bons sentimentos - te aguardo na noite mais esperada.
Queria te olhar, te lembrar nossas risadas, meu riso vermelho, nossa raiva. Queria te mostrar minha existência tão plena, tão cheia de problemas, tão cheia de amor. Escrever uma poesia, por você eu ainda queria. A tênue linha que nos separa, o fino laço que aqui ficou, ainda me faz viver bem, ainda me faz lhe desejar o bem. Eu apenas quero. Por isso, não realize o que desejo. O ainda me deixa em um melhor estado de espírito do que aquele que respirei ao seu lado. Pra guardar apenas boas lembranças, o ainda não pode ser saciado. Espécie de desejo contínuo que jamais pode ser resgatado.


[Só mesmo o beijo
pra me salvar daquele tempo
em que minha renúncia
foi o seu maior desejo.]

Priscila Rôde



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

"Estou desaprendendo. Que é pra ver se te conheço.Pra ver se viro encontro"

Quando me noto já estou invadida, habitada. E logo eu que gosto dos corredores vazios, vou tropeçando nas faltas. Já chego me olhando torto, desconhecendo os limites, supervisionando as horas, multiplicando - as. Não sei em que caminho me lanço. Não sei onde você está enquanto te perco. Sei que não alcanço a singularidade de quem não se importa, dos quereres que não confundem. Pluralizo. Preciso sentir doer. Acontecer. Pertencer. Verbalizo. Tenho que sentir a vida maiúscula. É certo que a tua falta ainda me sobra por entre os vãos da alma que excede e transborda ausências. Só te sinto quando toco os pés nos dias alegres. Te sinto quando não sou. Quando não sei salvar um riso. Quando deito nos lençóis molhados, quando abro as gavetas de um passado que não foi. E quando me olho, são os seus arrepios que vejo, os teus medos sincronizados deslizando no corpo desatento. Sinto as estradas em pleno desencontro. Sinto as discrepâncias da lida. Me entrego, mas sou demora. Chego tarde demais e nunca estou lá contemplada, persuadida, inspirada. Agora vivo assim, tocando rostos no escuro, apostando palavras e sonhos, desconversando dores. Estou desaprendendo. Que é pra ver se te conheço. Pra ver se viro encontro. Pra ver se me encaixo num sendo e me alcanço.


Priscila Rôde

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

"Não sei amar calada, contida nos disfarces. Jogaram a minha vida no mar das emoções impossíveis."

Pertencemos sem nem precisar de tanta leveza nesse coração. Ele foi batendo feliz sozinho.
Traz uns pedaços de sonhos inteiros e espalha no caminho quando eu passar. Tenho mania de acreditar no teu impossível. De tocar tua alma invisível. Colorir teus olhos. Gosto de descompassar os ritmos, de ser tempo-infinito. Prefiro tuas gavetas desarrumadas. Papéis jogados. Lençóis desdobrados. Cabelos emaranhados. Gosto bem mais de mim se estou em você.
Não sei amar calada, contida nos disfarces. Jogaram a minha vida no mar das emoções impossíveis. Só amo devagarzinho. Tempo por tempo. Verso por verso. Grito por grito. Até virar acontecimento. No meu amor, as delicadezas não cabem num só silêncio.
Aproveita que não sou mais minha e tatua uns versos na boca. Cola a tua na minha. Eterniza em mim a melhor parte dessa vida. Vai sendo mais eu que você. Abre a porta, afasta os móveis. Me deixe invadir.

E quando for esquecer: esqueça - se bem dentro de mim. 
Se não for assim, ainda quero.
 

Priscila Rôde

sábado, 11 de dezembro de 2010

"Quero o que vem inteiro"


Quero alguém que salve
a minha parte mais doída,
quando acordo antes do dia.
Quando sou problema,
antes de ser saída.

Quero o tempo longe da espera,
quero o sempre mantendo
a nossa porta aberta.
Alguém que ganhe
com um silêncio,
a minha vida inteira.

Quero o que vem inteiro,

e um pé de esperança,
pra mudar o verbo.

Priscila Rôde
Por que qualquer demora no teu abraço vale a pena
mesmo que você não venha numa surpresa,
mesmo que eu te espere numa incerteza
de que a tua alegria ainda sonha com a minha.
O que nos falta é um mar de possibilidades.
 

Priscila Rôde

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

"Sou a melhor parte do teu verso mais bonito."

Te quero numa falta, num improsivo.
Como quem não quer nada mas tem
em mim um mundo inteiro.

Numa pressa invadindo o meu rosto,
dobrando o meu corpo, fingindo 
não saber que antes de ser impossível,
sou a melhor parte do teu verso mais bonito.

Te quero só porque tenho amor
pra fazer durar e um futuro
que não desiste de nós e insiste
numa vida de eternidades.

Te quero só porque preciso.
Antes que eu não seja mais
ao teu lado, qualquer coisa
parecida comigo.

Se não há nada pra curar, 
temos tudo pra compor um riso.
Por isso te quero e te tenho.

Só me falta parar o tempo de dentro.
 

Priscila Rôde

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

 
Já não mudo o caminho.
Qualquer desvio há de findar
no teu sorriso.
Qualquer instante na tua estante
há de salvar uma alegria inteira.
Qualquer saudade há de me esquecer,
qualquer nó há de ceder.
Teu futuro há de rimar com o meu.

Priscila Rôde