domingo, 20 de março de 2011

Salve meu Orixá!



Eu vim de bem longe, eu vim, nem sei mais de onde é que eu vim
Sou filho de rei muito lutei pra ser o que eu sou
Eu sou negro de cor mas tudo é só amor em mim
Tudo é só amor, para mim
Xangô Agodô
Hoje é tempo de amor
Hoje é tempo de dor, em mim
Xangô Agodô
Salve , Xangô, meu Rei Senhor
Salve meu Orixá

Tem sete cores sua cor
sete dias para a gente amar
Salve Xangô, meu Rei Senhor
Salve meu Orixá

Tem sete cores sua cor
sete dias para a gente amar
Mas amar é sofrer
Mas amar é morrer de dor
Xangô, meu Senhor, saravá!
Me faça sofrer
Ah me faça morrer
Mas me faça morrer de amar
Xangô, meu Senhor, saravá!
Xangô agodô


[Vinicius de Moraes]


Salve meu Pai Xangô!


          Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso de equilíbrio e eqüidade, já que só conscientizando e despertando para os reais valores da vida a evolução se processa num fluir contínuo.
 Xangô, o Deus da Justiça, Senhor das pedreiras, exerce uma influência muito forte em seu filho.  Todos os Orixás, evidentemente, são justos, e transmitem este sentimento aos seus filhos.         
Entretanto, em Xangô, a Justiça deixa de ser uma virtude, para passar uma obsessão, o que faz de seu filho um sofredor, principalmente porque o parâmetro da Justiça é o seu julgamento, e não o da Justiça Divina, quase sempre diferente do nosso, muito terra.  Esta análise é muito importante.         
 O filho de Xangô apresenta um tipo firme, enérgico, seguro e absolutamente austero.  Sua fisionomia, mesmo a jovem, apresenta uma velhice precoce, sem lhe tirar, em absoluto, a beleza ou a alegria.         
Tem comportamento medido.  É incapaz de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resoluções baseiam-se
na segurança e chão firme que gosta de pisar. 
É tímido no contato mas assume facilmente o poder do mando.
          É eterno conselheiro, e não gosta de ser contrariado, podendo facilmente sair da serenidade para a violência, mas tudo medido,
calculado e esquematizado.  Acalma-se com a mesma facilidade quando sua opinião é aceita.  Não guarda rancor.  A discrição faz de
seus vestuários um modelo tradicional.
         

Quando o filho de Xangô consegue equilibrar o seu senso de Justiça, transferindo o seu próprio julgamento para o Julgamento
Divino, cuja sentença não nos é permitido conhecer, torna-se uma pessoa admirável.
  
         

 O medo de cometer injustiças muitas vezes retarda suas decisões, o que, ao contrário de lhe prejudicar, só lhe traz benefícios.     
     O grande defeito dele é julgar os outros.  Se aprender a dominar esta característica, torna-se um legítimo representante do Homem Velho, Senhor da Justiça, Rei da Pedreira. 
Por falar em pedreira, adora colecionar pedras.



p.s.:Como é mesmo aquele ditado?! Quem puxa os seus não DEGENERA!

ADORO COLECIONAR PEDRAS, AINDA EI DE CONSTRUIR UMA FORTALEZA!

2 comentários:

  1. Me fez lembrar do Dique do tororó - SSA, um lugar mágico, falando nele! *-*
    Bela postagem.
    Tenha um ótimo domingo, flor.

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  2. Salve xangô........ Bela homenagem!

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